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GIST

Tipo raro, o tumor estromal gastrointestinal, também conhecido como GIST, é mais comum após os 60 anos de idade.  A maioria dos casos é diagnosticada no estômago, respondendo por 60% dos registros, e no intestino (30%), mas pode surgir ao longo de todo o trato gastro intestinal. Aproximadamente 50% desses tumores apresentam metástases.

Originário de um tecido conjuntivo, a maioria dos tumores é benigna. Porém, dependendo da sua capacidade de multiplicação e do tamanho, tem um desempenho mais agressivo. Outra característica desse tumor é seu crescimento a partir de células específicas na parede do trato gastrointestinal, denominadas células intersticiais de Cajal. Elas atuam como mensageiras de ordens para a contração dos músculos na movimentação de alimentos e líquidos, contribuindo para a digestão.

As células do GIST são classificadas em três tipos: fusiforme, epitelioide ou mista.

A genética e os tumores GIST

Em alguns casos, os tumores GISTs estão associados a síndromes genéticas.

É o caso da síndrome de tumor estromal gastrointestinal familiar, que acomete pessoas que herdam o gene anormal. Apesar de raros, nesses casos o tumor ocorre em indivíduos com idade mais precoce do que normalmente seria diagnosticado e tem a tendência de desenvolver GISTs múltiplos. Causada por uma cópia anormal do gene c-kit herdada de pais para filhos, essa síndrome pode provocar manchas na pele como em casos de Neurofibromatose de tipo 1 ou doença de Von Recklinghausen.

Caracterizada por tumores do estroma gastrointestinal e paragangliomas, a síndrome de Carney ocorre em pacientes jovens na maioria dos casos. Também é um tipo raro da doença.

Outra associação genética ocorre com a neurofibromatose de Tipo 1 ou doença de Von Recklinghausen, decorrente de defeitos no gene NF1. Ela se caracteriza por tumores benignos que se formam nos nervos, denominados de neurofibromas, que provocam manchas castanhas ou marrons na pele.

Quais os sintomas desse tumor?

Cerca de 60% dos casos são assintomáticos, mas alguns pacientes podem apresentar vômito ou evacuação com sangue, dor abdominal, dificuldade em engolir ou de digestão e anemia.

Algumas manifestações cutâneas também podem estar associadas ao GIST como manchas na pele ou coceira nos casos de hereditariedade, e hipoglicemia por produção pelo tumor de fator de crescimento, semelhante à insulina.

Diagnóstico

Em muitos casos, esse tumor é descoberto por meio de exames de rotina ou cirurgias por outros motivos. As investigações de GIST fazem a análise dos sintomas associadas aos exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia, ressonância ou PET-CT.  Porém, a confirmação ocorre por meio de biópsia ou cirurgia.

Tratamento

O médico vai adotar a melhor estratégia de acordo com a extensão da doença. A cirurgia é indicada para os casos onde ainda não ocorreu metástase. O tratamento pode ser completado com indicação de medicamento específico. Nos casos com disseminação do tumor para outras partes do organismo, a melhor indicação pode ser medicamentosa. O especialista pode ainda optar por outras abordagens com medicações alvo moleculares, dependendo da avaliação de como a doença se apresenta no organismo.

Curiosidade

Os exames por imagem têm papel extremamente útil para o diagnóstico da extensão do tumor.

A tomografia computadorizada permite determinar o tamanho e a localização do GIST. O equipamento ajuda ainda a descobrir ausência de metástases em outros órgãos. Em alguns casos, a tomografia é indicada ainda para guiar precisamente o posicionamento de uma agulha de biópsia em uma área suspeita de câncer.

A ressonância magnética pode ser indicada em casos de recidiva da doença ou disseminação do tumor para outros órgãos como cérebro e coluna.

Tumores Neuroendócrinos

Apesar de sua origem ocorrer em qualquer região onde as células neuroendócrinas estão presentes, esse tumor tem maior frequência no tubo digestivo. Em seguida, são diagnosticados no pulmão e no pâncreas, mantendo sempre a característica de crescimento lento.

Câncer de Pele não melanoma

O câncer de pele não melanoma começa, na maioria das vezes, sem grandes alterações. Por isso, é importante ficar atento aos pequenos sinais e às diferenças dos tipos dessa doença. Procure sempre um especialista se perceber alteração na pele.

Câncer de Testículo

O paciente com câncer de testículo pode apresentar um nódulo duro e indolor, do tamanho de uma ervilha. Esse câncer pode provocar aumento ou diminuição no tamanho dos testículos, endurecimentos, dor do abdômen, sangue na urina e sensibilidade dos mamilos. O diagnóstico precoce é fundamental para a cura.

Câncer de Rim

O câncer de rim quase não apresenta sinal para o paciente até alcançar uma fase mais aguda. Por isso, qualquer sintoma diferente deve ser motivo para um melhor diagnóstico. Dor na parte lateral da barriga e nas costas, sangue na urina, inchaço abdominal e perda de peso podem ser sinal dessa doença.

Câncer de Pulmão

Alguns pacientes podem apresentar sintomas, como: tosse persistente; escarro com sangue; dor no peito; rouquidão; falta de ar; perda de peso e apetite; pneumonia recorrente ou bronquite; fraqueza ou cansaço; nos fumantes, a crise de tosse aparece em horários incomuns.

Câncer de Próstata

Os sintomas podem ser similares aos do crescimento benigno da próstata – dificuldade de urinar, necessidade de urinar muitas vezes durante o dia ou à noite. Dor óssea, sintomas urinários, infecção generalizada ou insuficiência renal apontam avanço do câncer de próstata.

Câncer de Pâncreas

No início, esse tumor oncológico pode ser assintomático, mas alguns sinais pedem uma investigação como pele e mucosas amarelas (icterícia), urina escura (cor de chá preto) e dor em abdômen superior e costas. Os pacientes também podem apresentar cansaço, perda de apetite e de peso.

Câncer de Ovário

O câncer de ovário pode ser assintomático ou apresentar sinais sem relação direta com a doença. Com o desenvolvimento do tumor, as mulheres podem apresentar dor ou inchaço no abdômen, pelve, costas ou pernas, além de náusea, indigestão, gases, prisão de ventre ou diarreia, além de cansaço.

Câncer de Mama

A principal manifestação do tumor da mama, registrada em aproximadamente 90% dos casos percebidos pela própria mulher, é a presença de nódulos fixos e geralmente indolores. Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja também são sinais da doença.

Câncer de Fígado

O câncer de fígado pode não apresentar sintomas. Porém, alguns sinais como dor do lado direito, pele e olhos amarelados, falta de apetite, perda de peso e cansaço são alguns indicadores dessa doença oncológica. Em alguns casos, o enfermo pode apresentar fezes esbranquiçadas, náuseas, vômitos, palidez e febre.

Câncer de Estômago

Esse tumor não apresenta sintomas específicos, mas alguns deles merecem uma investigação mais detida como perda de peso e de apetite, fadiga, sensação de estômago cheio, vômitos, náuseas e desconforto abdominal persistente, que também são comuns para os pacientes com gastrite ou úlcera.

Câncer de Esôfago

Assintomática no início, a sua progressão pode apresentar dificuldade de engolir, refluxo, dor no alto do abdômen e perda de peso. O paciente que apresenta dificuldade de engolir pode apresentar a doença em estado avançado. A disfagia pode provocar perda de peso e dificuldade de ingestão de sólidos.

Câncer Colorretal

Pode ser confundido com outras doenças como hemorroidas, verminose e gastrite. Se o paciente apresenta sangue nas fezes, diarreia e prisão de ventre alternados, desconforto abdominal, deve procurar um médico. A doença pode provocar ainda fraqueza e anemia e perda de peso sem causa aparente.

Câncer de Colo de Útero

A maioria dos casos desse tumor pode estar assintomática. Nos diagnósticos de casos mais avançados, a paciente pode apresentar sangramento vaginal intermitente ou após a relação sexual. O tumor provoca ainda secreção vaginal anormal e dor abdominal relacionada a queixas urinárias ou intestinais.

Câncer de Cabeça e Pescoço

Esse tumor é predominante entre homens e pode ser provocado pela alimentação inadequada, estresse e mau uso da voz. O paciente pode apresentar ainda dor de garganta ou alteração da qualidade da voz. A dificuldade de engolir, nódulos no pescoço, além da sensação de ‘caroço’ na garganta, merecem uma investigação.

Câncer de Bexiga

O diagnóstico precoce é essencial para melhores resultados de cura. Por isso, as pessoas devem ficar atentas aos sinais, como: sangue na urina, dor durante o ato de urinar e vontade frequente de urinar. O paciente pode apresentar ainda necessidade de urinar, mas sem conseguir fazê-lo.

Câncer Anal

Conhecer os sintomas do câncer anal permite ao paciente procurar o médico no início da doença. O tumor anal provoca alterações intestinais e presença de sangue nas fezes. O sintoma mais comum é o sangramento durante a evacuação, associado a dor na região do ânus.

Oncologia Clínica

A oncologia clínica tem ocupado papel de destaque nos estudos e no tratamento clínico do câncer, neoplasias ou tumores malignos. Conhecida ainda como cancerologia clínica, esta especialidade médica responde pela avaliação geral do paciente, coordenando um tratamento multidisciplinar.