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Câncer de Testículo

Com baixo índice de mortalidade, o câncer de testículo corresponde a 5% do total de casos de tumor oncológico entre os homens e pode ser percebido com o autoexame.

O diagnóstico precoce é um passo fundamental para a cura desse tumor, que tem maior incidência em homens na idade reprodutiva, entre 15 e 50 anos de idade, segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer). Os impactos desse tumor ao organismo também podem ser menor se ele for diagnosticado logo no início.

Anatomia

Com aproximadamente 3 cm de diâmetro e 4 cm de comprimento, os testículos são duas estruturas de forma oval do sistema reprodutor masculino. Eles ficam dentro da bolsa escrotal.

A função dos testículos é produzir hormônios e as células reprodutivas conhecidas como espermatozoides. Cada testículo conta com 400 túbulos seminíferos, que são responsáveis pela produção de 50 a 150 milhões de espermatozoides por dia.

A testosterona é o principal hormônio sintetizado por esse órgão. Ela é responsável pelo desenvolvimento dos caracteres sexuais masculinos, pelo impulso sexual e pela libido. A redução desse hormônio pode reduzir o desejo sexual masculino, além de apresentar aumento das mamas, dificuldades de ereção e baixa contagem de espermatozoide.

O que aumenta os riscos de tumores nos testículos? 

Os pacientes com diagnóstico dessa doença apresentam histórico familiar ou lesões e traumas na bolsa escrotal.

Os homens que tem criptorquidia, que é a não descida de um ou dos dois testículos para a bolsa escrotal, também têm risco aumentado para esse tumor. Por isso, é importante o exame do pediatra para checar se a descida dos testículos ocorreu normalmente na infância.

O risco de diagnóstico de tumor no testículo também é maior para os trabalhadores expostos a agrotóxicos.

Sintomas 

O paciente com câncer de testículo pode apresentar nódulo duro do tamanho de uma ervilha e que é, na maioria dos casos, indolor. Esse câncer pode provocar aumento ou diminuição no tamanho dos testículos, endurecimentos, dor do abdômen, sangue na urina e aumento ou sensibilidade dos mamilos.

Nas fases mais avançadas, a doença pode provocar dor na parte inferior das costas, reflexo de que o câncer se disseminou para os gânglios linfáticos do abdome. Nessa etapa, o paciente pode ainda  apresentar falta de ar, dor torácica, tosse ou até mesmo expectorar sangue. Em alguns casos, o homem pode apresentar dor abdominal devido aos linfonodos aumentados ou metástases para o fígado. Se a disseminação do câncer alcançar o cérebro, o paciente apresenta dores de cabeça ou confusão.

O câncer de testículo tem tratamento?

A cirurgia é o tratamento inicial para esse tumor. O médico pode optar pela retirada de um tecido para exame microscópio, cujo resultado pode sair durante a cirurgia. Em caso positivo para câncer, é feita a extração de parte ou total do testículo.

Essa cirurgia permite uma recuperação rápida do paciente e geralmente não afeta sua potência sexual. O médico pode indicar quimioterapia acompanhada ou não de radioterapia em casos com sinais de metástases ou para evitar recidivas.

Esse câncer afeta a capacidade reprodutiva do homem?

Depende. Se um dos testículos for preservado, o paciente pode manter a sua capacidade reprodutiva. No entanto, é importante ter a orientação de um urologista para que eventualmente possa colher e guardar o esperma em um banco apropriado para esse fim, caso seja necessário.

O homem pode apresentar ainda infertilidade temporária. Para alguns especialistas, a indicação é planejar um filho após dois anos depois do encerramento do tratamento.

Tumores Neuroendócrinos

Apesar de sua origem ocorrer em qualquer região onde as células neuroendócrinas estão presentes, esse tumor tem maior frequência no tubo digestivo. Em seguida, são diagnosticados no pulmão e no pâncreas, mantendo sempre a característica de crescimento lento.

GIST

Alguns pacientes podem apresentar vômito ou evacuação com sangue, dor abdominal, dificuldade em engolir ou de digestão e anemia. Também podem estar associadas ao GIST manchas na pele ou coceira, e hipoglicemia por produção pelo tumor de fator de crescimento, semelhante à insulina.

Câncer de Pele não melanoma

O câncer de pele não melanoma começa, na maioria das vezes, sem grandes alterações. Por isso, é importante ficar atento aos pequenos sinais e às diferenças dos tipos dessa doença. Procure sempre um especialista se perceber alteração na pele.

Câncer de Rim

O câncer de rim quase não apresenta sinal para o paciente até alcançar uma fase mais aguda. Por isso, qualquer sintoma diferente deve ser motivo para um melhor diagnóstico. Dor na parte lateral da barriga e nas costas, sangue na urina, inchaço abdominal e perda de peso podem ser sinal dessa doença.

Câncer de Pulmão

Alguns pacientes podem apresentar sintomas, como: tosse persistente; escarro com sangue; dor no peito; rouquidão; falta de ar; perda de peso e apetite; pneumonia recorrente ou bronquite; fraqueza ou cansaço; nos fumantes, a crise de tosse aparece em horários incomuns.

Câncer de Próstata

Os sintomas podem ser similares aos do crescimento benigno da próstata – dificuldade de urinar, necessidade de urinar muitas vezes durante o dia ou à noite. Dor óssea, sintomas urinários, infecção generalizada ou insuficiência renal apontam avanço do câncer de próstata.

Câncer de Pâncreas

No início, esse tumor oncológico pode ser assintomático, mas alguns sinais pedem uma investigação como pele e mucosas amarelas (icterícia), urina escura (cor de chá preto) e dor em abdômen superior e costas. Os pacientes também podem apresentar cansaço, perda de apetite e de peso.

Câncer de Ovário

O câncer de ovário pode ser assintomático ou apresentar sinais sem relação direta com a doença. Com o desenvolvimento do tumor, as mulheres podem apresentar dor ou inchaço no abdômen, pelve, costas ou pernas, além de náusea, indigestão, gases, prisão de ventre ou diarreia, além de cansaço.

Câncer de Mama

A principal manifestação do tumor da mama, registrada em aproximadamente 90% dos casos percebidos pela própria mulher, é a presença de nódulos fixos e geralmente indolores. Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja também são sinais da doença.

Câncer de Fígado

O câncer de fígado pode não apresentar sintomas. Porém, alguns sinais como dor do lado direito, pele e olhos amarelados, falta de apetite, perda de peso e cansaço são alguns indicadores dessa doença oncológica. Em alguns casos, o enfermo pode apresentar fezes esbranquiçadas, náuseas, vômitos, palidez e febre.

Câncer de Estômago

Esse tumor não apresenta sintomas específicos, mas alguns deles merecem uma investigação mais detida como perda de peso e de apetite, fadiga, sensação de estômago cheio, vômitos, náuseas e desconforto abdominal persistente, que também são comuns para os pacientes com gastrite ou úlcera.

Câncer de Esôfago

Assintomática no início, a sua progressão pode apresentar dificuldade de engolir, refluxo, dor no alto do abdômen e perda de peso. O paciente que apresenta dificuldade de engolir pode apresentar a doença em estado avançado. A disfagia pode provocar perda de peso e dificuldade de ingestão de sólidos.

Câncer Colorretal

Pode ser confundido com outras doenças como hemorroidas, verminose e gastrite. Se o paciente apresenta sangue nas fezes, diarreia e prisão de ventre alternados, desconforto abdominal, deve procurar um médico. A doença pode provocar ainda fraqueza e anemia e perda de peso sem causa aparente.

Câncer de Colo de Útero

A maioria dos casos desse tumor pode estar assintomática. Nos diagnósticos de casos mais avançados, a paciente pode apresentar sangramento vaginal intermitente ou após a relação sexual. O tumor provoca ainda secreção vaginal anormal e dor abdominal relacionada a queixas urinárias ou intestinais.

Câncer de Cabeça e Pescoço

Esse tumor é predominante entre homens e pode ser provocado pela alimentação inadequada, estresse e mau uso da voz. O paciente pode apresentar ainda dor de garganta ou alteração da qualidade da voz. A dificuldade de engolir, nódulos no pescoço, além da sensação de ‘caroço’ na garganta, merecem uma investigação.

Câncer de Bexiga

O diagnóstico precoce é essencial para melhores resultados de cura. Por isso, as pessoas devem ficar atentas aos sinais, como: sangue na urina, dor durante o ato de urinar e vontade frequente de urinar. O paciente pode apresentar ainda necessidade de urinar, mas sem conseguir fazê-lo.

Câncer Anal

Conhecer os sintomas do câncer anal permite ao paciente procurar o médico no início da doença. O tumor anal provoca alterações intestinais e presença de sangue nas fezes. O sintoma mais comum é o sangramento durante a evacuação, associado a dor na região do ânus.

Oncologia Clínica

A oncologia clínica tem ocupado papel de destaque nos estudos e no tratamento clínico do câncer, neoplasias ou tumores malignos. Conhecida ainda como cancerologia clínica, esta especialidade médica responde pela avaliação geral do paciente, coordenando um tratamento multidisciplinar.